Quando a cataplana fica raspada, a costa convoca a serra: o medronho, a aguardente límpida da uva-do-urso, destilada cada inverno em pequenos alambiques de cobre na serra de Monchique, por detrás das praias, fogo limpo com nariz de fruta selvagem, bebido a goles pequenos.
A melosa, suavizada com mel, acolhe quem começa; as licores de figo e amêndoa alargam a família. Os restaurantes da aldeia guardam uma garrafa debaixo do balcão para os habituais, e o produto genuíno, rótulos modestos, preços honestos, espera nos mercados e nos produtores da serra, não nas lojas da praia.
Um cálice pequeno, e os penhascos, a gruta e o jantar arquivam-se na memória na ordem certa.
Highlights
- Bagaceira de medronho dos alambiques de inverno
- Fogo limpo, perfume de fruto silvestre
- Melosa, a entrada adocicada
- Garrafas reservadas para os habitués
- Compre nos mercados e nos produtores da serra
Frequently asked questions
Qual é a graduação?
40–50%, um digestivo para saborear devagar, nunca de um golo; a melosa reduz a intimidação a metade.
O que é a melosa?
Medronho suavizado com mel (e por vezes canela), a porta de entrada mais gentil para o espírito da serra.

